A preocupação com possíveis dificuldades no abastecimento de óleo diesel em Goiás ganhou força nos últimos dias
A preocupação com possíveis dificuldades no abastecimento de óleo diesel em Goiás ganhou força nos últimos dias, justamente em um dos períodos mais críticos do calendário agrícola. Enquanto produtores relatam aumento expressivo no preço do combustível e atrasos na entrega, especialistas apontam que o cenário está diretamente ligado à alta do petróleo no mercado internacional e a desafios logísticos na distribuição.
De acordo com o zootecnista e consultor financeiro Fabiano Tavares, o problema não está necessariamente na falta de diesel no país, mas na forma como a cadeia de distribuição está operando diante da volatilidade dos preços.
“O que está acontecendo é que o preço do petróleo subiu muito rápido e o diesel está sendo vendido com margem negativa. Em alguns casos, as distribuidoras chegam a perder cerca de 40 centavos por litro. Para evitar prejuízos maiores, elas estão reduzindo estoques e trabalhando praticamente no sistema just in time”, explica.
Segundo o especialista, a estratégia adotada pelas distribuidoras é comprar volumes menores e repor o produto conforme a demanda, o que diminui o risco financeiro diante das variações de preço. No entanto, essa prática também torna o sistema mais sensível a qualquer atraso na cadeia logística.
“Se houver atraso de um ou dois dias na entrega, isso já começa a aparecer em alguns postos. Não significa necessariamente falta de combustível, mas sim um gargalo temporário na reposição”, afirma.
Outro fator que pesa para o abastecimento em Goiás é a distância percorrida pelo diesel até chegar ao estado. Fabiano destaca que o combustível pode viajar entre 800 e 1.500 quilômetros desde as bases de distribuição até os postos ou transportadores regionais, o que aumenta o tempo de reposição e o impacto das oscilações de preço.



Comentários
Postar um comentário